TERRAS E CORES: manufatura de tintas artesanais a partir de materiais naturais coletados em Juazeiro, Bahia.
No ensino/aprendizagem em Artes Visuais estuda-se fatos, conceitos, processos de produção, faz-se reflexões e realiza-se trabalhos acerca desses fatos, conceitos e processos para se compreender a Arte e
torná-la ainda mais próxima do cotidiano.
Ao mesmo tempo são conteúdos as maneiras como diferentes povos criaram arte em diferentes épocas e lugares, seus métodos e motivações, incluindo artistas regionais. A experiência como docente e discente de Artes Visuais, me leva a considerar o conhecimento sobre o material utilizado nos trabalho uma parte importante do processo de aprendizagem.
Entretanto pouco é estudado nos cursos da educação básica e superior sobre as tecnologias dos materiais artísticos, sua história e processos de produção. Em algumas graduações em Artes Visuais, tanto licenciatura quanto bacharelado, o estudo dos materiais é parte do currículo e até tem disciplinas próprias [Como na UNB, por exemplo: https://condoc.unb.br/matriculaweb/graduacao/disciplina.aspx?cod=153516], o que denota sua importância.
Somo a essas constatações, o desejo pessoal de desvendar os procedimentos da manufatura de tintas para aplicação na produção de arte.
Depois de desenvolver o projeto Tinta artesanal para xilogravura: desenvolvimento de tinta para xilogravura com materiais naturais coletados em Juazeiro, Bahia na disciplina Gravura III, voltaram a me ocupar, materializando-se nesta investigação.
As conversas com o professor em Gravura III aumentaram significativamente a vontade de dar continuidade ao trabalho que vinha desenvolvendo durante a disciplina. Foi a partir dessas conversas que surgiram as ideias de mapear os pigmentos presentes em Juazeiro, ou seja, as cores que podemos aproveitar das terras presentes na cidade/município; e também de criar um blog para registrar o desenvolvimento do projeto.
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